O presidente da autoridade do medicamento (Infarmed), Vasco Maria, admitiu hoje ter registado 21 casos de reacções adversas à vacina Gardasil, contra o vírus do papiloma humano, contudo, a vacina não foi suspensa em Portugal.
Destes 21 casos quatorze são foram considerados graves, contudo em nenhum deles houve necessidade de internamento, acrescentou o responsável, afirmando que as jovens vacinadas recuperaram rapidamente.
Em Espanha, esta semana, registou-se a suspensão temporária de um lote do medicamento.
O Infarmed confirmou que nenhuma dose deste lote entrou em Portugal.
Segundo o presidente, "é difícil saber se a situação se deve ao medicamento ou à injecção", observou, acrescentando que qualquer vacina comporta riscos e que no caso deste medicamento o "benefício é superior ao risco".
A situação está a ser investigada pela Agência Europeia do Medicamento.
Aquele organismo já recomendou que a vacina passe a incluir no folheto informativo a ocorrência de desmaios ou convulsões como possíveis efeitos secundários, que não estavam ainda descritos.
A vacina Gardasil, activa contra quatro sub-tipos do vírus que é considerado a causa mais provável do cancro do colo do útero, começou a ser comercializada em Portugal há cerca de dois anos e foi recentemente incluída no Plano Nacional de Vacinação.
No ano passado, a vacinação em Portugal incluiu as jovens nascidas em 1995. Este ano já podem receber a vacina as raparigas nascidas em 1996 e em 2010 serão vacinadas as que nasceram em 1997. Entre 2009 e 2011 está ainda previsto vacinar as que tenham 17 anos.
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